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2 de outubro de 2008

"Da riqueza ao pó"

Diante da Crise Mundial do Sistema Financeiro, com o epicentro no EUA, reproduzo abaixo um trecho do artigo do Professor Doutor em Probabilidade Nassim Taleb, que saiu na última Veja.

"As instituições financeiras, apesar de se apresentarem como sólidas e conservadoras, vivem sentadas sobre verdadeiras bombas-relógio. Todos os dias os bancos se expõe a um conjunto incálculável de riscos, em especial nas operações básicas, como financiamento de hipotecas e toda sorte de empréstimos. Curioso é que, no longo prazo, os bancos jamais ganharam um centavo com isso. podem até lucrar muito por um bom tempo, mas esse dinheiro vira pó na primeira crise. Tudo indica que os EUA saírão dessa, mas restará um problema a ser enfrentado. O mercado financeiro ainda não entendeu que os riscos nesse negócio são infinitamente maiores do que aparentam ser."

Taleb é autor dos livros "A Lógica do Cisne Negro" e "Iludido pelo Acaso".

13 de fevereiro de 2008

Qual a função de um gerente de riscos ?

Em linhas gerais a principal função de um gerente de riscos é identificar e avaliar os riscos de uma empresa Depois de identificar o geente de riscos pode tomar 5 providências no tratamento deste: Eliminar, Prevenir, Reduzir, Absorver, Transferir.

Para que fique mais fácil de ser explicado, vamos exemplificar no caso de um automóvel. Você tem um carro no valor de 20 mil reais. Qual o risco ? Batida, roubo, furto, alagamento, quebra do para brisa, responsabilidade civil... Como seriam as 5 providências para tratar esse risco ?

Eliminar: Bastaria vender o carro e com o dinheiro da venda do carro andar de transporte público (ônibus, metro) e táxi. E quando não pudesse ser uma dessas alternativas restaria a opção de alugar um carro (por exemplo, numa viagem de final de semana).

Prevenir: Instalação de dispositivos anti furto, rastreadores, travas, gravação do chassi em pontos estratégicos do carro.

Reduzir: Usar estacionamentos, evitar circular com o carro em locais de alto índice de roubo e colisões. Em último caso poderia ser pensada a troca por um veículo menos visado, por exemplo, trocar uma VW Parati por um Ford Fiesta.

Absorver: Fazer uma poupança mensal de X reais por mês e caso aconteça algum sinistro, esse dinheiro seria usado para pagar o prejuízo (ou parte dele). De qualquer maneira com a existência da franquia nos seguros de automóvel, parte do risco sempre é absorvida.

Transferir: Transferir o risco significa fazer o seguro de seu automóvel – quanto menor a franquia, maior a transferência do risco. Pode ser feito uma contratação a 110% do valor da Tabela FIPE e mesmo cláusula de Despesas Extras para um valor maior no caso de uma eventual perda total.


Ou seja, o seguro é apenas uma das pontas da atividade gerência de riscos.

Maiores informações no site da ABGR – www.abgr.com.br