LUXO É UMA PALAVRA que define a Chubb Seguros, conhecida pela proteção de bens exclusivos e milionários que vão de carros Ferrari e Mercedes- McLaren a jatos executivos. Mas se a ordem é crescer, a seguradora não se importa em descer alguns degraus na escala social. Mais precisamente, da classe A para a D. Em parceria com a corretora Aon Affinity, a Chubb colocou em sua mira a oferta de seguros em grande escala.
Acertou com a Light, companhia de energia elétrica do Rio de Janeiro, um microsseguro no valor de R$ 5,30 para fazer a cobertura residencial, funeral e desemprego. A apólice também dará direito a um sorteio mensal de R$ 5 mil. São 3,8 milhões de usuários que poderão adquirir esse produto. Esse é o primeiro grande passo em 2008. Três grandes negócios podem ser anunciados nas próximas semanas – inclusive com outra concessionária de energia, apurou a DINHEIRO. Acender a luz dos negócios com a baixa renda é a nova prioridade da Chubb.
Expor uma marca exclusiva em um segmento popular não preocupa os executivos da companhia. Até porque nesse tipo de seguro o nome da empresa é colocado discretamente no pé da conta de luz. “O cliente não diz que é segurado pela Chubb. Ele diz que é segurado pela Light”, afirma o presidente da seguradora, Acácio Queiroz. A Chubb continuará com seu tradicional padrão platinum. Para não gerar confusão, os dois setores de atuação foram separados em andares diferentes na sede da empresa em São Paulo – e com executivos especializados em cada um deles. Apostar nos seguros massificados é uma maneira de diversificação de negócios e, principalmente, uma forma de aproveitar o aumento de renda da população das classes D e E para ampliar o faturamento da empresa. “O Acácio ajudou a abrir um novo mercado e fazer a companhia crescer”, diz José Macedo, presidente da corretora Aon Affinitty e parceiro da Chubb nesse projeto.
Desde que assumiu o controle da Chubb, em 2005, Acácio Queiroz lutava para introduzir os seguros de baixíssimo valor no portfólio de produtos. Foi ele o responsável pela chegada desse tipo de seguro ao mercado brasileiro na década de 1990, quando estava à frente da Ace Seguradora. Macedo, por sua vez, foi um dos executivos que o ajudou com esse projeto de massificação. “O importante no massificado é o cliente e não a seguradora ou a corretora”, afirma Queiroz.
19 de maio de 2008
12 de maio de 2008
Planos de saúde excluem mais velhos
Karla Mendes - Estado de Minas
Quatro anos depois da criação do Estatuto do Idoso, operadoras dificultam o ingresso de pessoas com mais de 59 anos, que enfrentam uma via-sacra para contratar serviçosOperadoras de planos e seguros de saúde estão excluindo e rejeitando os idosos. Quatro anos depois da criação do Estatuto do Idoso, que proibiu o reajuste das mensalidades por mudança de faixa etária para clientes com idade acima de 60 anos, a medida acabou provocando um efeito bumerangue, voltando-se justamente contra aqueles que, em tese, deveriam ser amparados pela legislação. E no quesito que a terceira idade mais precisa de assistência: saúde. Impedidas de aplicar qualquer reajuste além do autorizado anualmente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), muitas operadoras têm dificultado a entrada de usuários com mais de 59 anos, que não são interessantes para elas. O Estado de Minas acompanhou a aposentada Lúcia Alves Pessoa, de 79 anos, em algumas operadoras e corretoras que vendem planos e seguros de saúde de diversas empresas e constatou a dificuldade. Na primeira corretora, que vende planos de 14 empresas diferentes, a atendente foi categórica: a aposentada só conseguiria fazer um plano da Unimed ou da Admédico. “A maioria das empresas não aceita clientes com mais de 59 anos, nem no plano empresarial. A Golden Cross, por exemplo, só aceita novos contratos para pessoas com até 63 anos”, afirmou. Ao ser questionada por dona Lúcia do porquê, a funcionária não hesitou em responder: “É uma forma de forçar a mudança da cláusula do Estatuto do Idoso, que proibiu o reajuste por faixa etária para pessoas com essa idade”. Dona Lúcia ficou horrorizada. “Quer dizer que o idoso tem que morrer, pois não tem mais plano de saúde para ele”, desabafou. Em outra corretora, que também vende planos diversos, as opções apresentadas para dona Lúcia também foram as mesmas. A atendente até chegou a mencionar a Santa Casa Saúde, mas já descartou a hipótese logo de cara, alertando que, para contratar um plano naquela operadora, a aposentada teria que passar por uma entrevista médica e que poderia demorar até quatro meses. “Eles estão exigindo essa entrevista para pessoas com mais de 59 anos. Tenho uma cliente que fez a entrevista lá há dois meses e até hoje não enviaram nenhuma documentação para ela”, revelou.
O Estado de Minas também acompanhou dona Lúcia à Santa Casa Saúde e confirmou a necessidade de ela fazer uma entrevista com uma junta médica antes de contratar o plano para checar a ocorrência de doenças pré-existentes. Constatadas essas doenças, explicou o funcionário, o usuário tem que pagar algum valor além do fixado pelo plano se quiser ter cobertura para essas doenças antes do término do período de carência. Ao saber a idade da aposentada, o atendente foi logo perguntando se ela tinha algum problema de saúde. “Faço controle de colesterol e tomo remédio para pressão”, respondeu ela. “Aí pode dar algum problema”, deixou escapar. Ao sair dali, Lúcia expressou novamente sua revolta e sentimento de discriminação: “É comércio puro. As empresas só estão preocupadas com o lucro, não estão nem aí para a saúde”. Ela tem plano há muitos anos, mas viu que, se precisasse mudar hoje, ficaria na mão e não teria condições de pagar.
Quatro anos depois da criação do Estatuto do Idoso, operadoras dificultam o ingresso de pessoas com mais de 59 anos, que enfrentam uma via-sacra para contratar serviçosOperadoras de planos e seguros de saúde estão excluindo e rejeitando os idosos. Quatro anos depois da criação do Estatuto do Idoso, que proibiu o reajuste das mensalidades por mudança de faixa etária para clientes com idade acima de 60 anos, a medida acabou provocando um efeito bumerangue, voltando-se justamente contra aqueles que, em tese, deveriam ser amparados pela legislação. E no quesito que a terceira idade mais precisa de assistência: saúde. Impedidas de aplicar qualquer reajuste além do autorizado anualmente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), muitas operadoras têm dificultado a entrada de usuários com mais de 59 anos, que não são interessantes para elas. O Estado de Minas acompanhou a aposentada Lúcia Alves Pessoa, de 79 anos, em algumas operadoras e corretoras que vendem planos e seguros de saúde de diversas empresas e constatou a dificuldade. Na primeira corretora, que vende planos de 14 empresas diferentes, a atendente foi categórica: a aposentada só conseguiria fazer um plano da Unimed ou da Admédico. “A maioria das empresas não aceita clientes com mais de 59 anos, nem no plano empresarial. A Golden Cross, por exemplo, só aceita novos contratos para pessoas com até 63 anos”, afirmou. Ao ser questionada por dona Lúcia do porquê, a funcionária não hesitou em responder: “É uma forma de forçar a mudança da cláusula do Estatuto do Idoso, que proibiu o reajuste por faixa etária para pessoas com essa idade”. Dona Lúcia ficou horrorizada. “Quer dizer que o idoso tem que morrer, pois não tem mais plano de saúde para ele”, desabafou. Em outra corretora, que também vende planos diversos, as opções apresentadas para dona Lúcia também foram as mesmas. A atendente até chegou a mencionar a Santa Casa Saúde, mas já descartou a hipótese logo de cara, alertando que, para contratar um plano naquela operadora, a aposentada teria que passar por uma entrevista médica e que poderia demorar até quatro meses. “Eles estão exigindo essa entrevista para pessoas com mais de 59 anos. Tenho uma cliente que fez a entrevista lá há dois meses e até hoje não enviaram nenhuma documentação para ela”, revelou.
O Estado de Minas também acompanhou dona Lúcia à Santa Casa Saúde e confirmou a necessidade de ela fazer uma entrevista com uma junta médica antes de contratar o plano para checar a ocorrência de doenças pré-existentes. Constatadas essas doenças, explicou o funcionário, o usuário tem que pagar algum valor além do fixado pelo plano se quiser ter cobertura para essas doenças antes do término do período de carência. Ao saber a idade da aposentada, o atendente foi logo perguntando se ela tinha algum problema de saúde. “Faço controle de colesterol e tomo remédio para pressão”, respondeu ela. “Aí pode dar algum problema”, deixou escapar. Ao sair dali, Lúcia expressou novamente sua revolta e sentimento de discriminação: “É comércio puro. As empresas só estão preocupadas com o lucro, não estão nem aí para a saúde”. Ela tem plano há muitos anos, mas viu que, se precisasse mudar hoje, ficaria na mão e não teria condições de pagar.
28 de março de 2008
17 de março de 2008
Carro é furtado dentro de posto do Detran no Rio
Pois é, os bandidos cada vez mais audaciosos ! Mais segurança, rastreadores, fiscalizaçao em cima, identicar.... Mas a apólice de seguro permanece sendo a melhor das proteções !
"Uma mulher teve o carro furtado na tarde de hoje, no posto do Detran, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. Elza da Silva Azevedo entregou a chave e o veículo a um homem que se identificou como funcionário do órgão e que iria ajudá-la a agilizar o procedimento. Ele teria fugido com o carro.
Em depoimento na 27ª Delegacia de Polícia, Elza contou que retornou ao posto carro apenas para pegar o documento de vistoria do veículo, do serviço que havia executado no dia 29 de fevereiro.
Segundo a assessoria de imprensa do Detran-RJ, o órgão não autoriza qualquer funcionário a conduzir veículo de usuários dentro nos postos de vistoria. "
"Uma mulher teve o carro furtado na tarde de hoje, no posto do Detran, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. Elza da Silva Azevedo entregou a chave e o veículo a um homem que se identificou como funcionário do órgão e que iria ajudá-la a agilizar o procedimento. Ele teria fugido com o carro.
Em depoimento na 27ª Delegacia de Polícia, Elza contou que retornou ao posto carro apenas para pegar o documento de vistoria do veículo, do serviço que havia executado no dia 29 de fevereiro.
Segundo a assessoria de imprensa do Detran-RJ, o órgão não autoriza qualquer funcionário a conduzir veículo de usuários dentro nos postos de vistoria. "
18 de fevereiro de 2008
Resultados do Setor
Li hoje que o setor de seguros lucrou 6 bilhões em 2007, o mesmo valor que 2006, porém, o resultado foi pior pois o faturamento no mesmo período cresceu 15%. Só para fins de comparação o Banco Itaú lucrou 8bilhoes sozinho.
Mas o pior e que a lucratividade não acompanhou o crescimento do faturamento. Isso pode ser facilmente explicado pela queda na taxa de juros; como o lucro das seguradoras depende muito do resultado financeiro dos recursos aplicados a queda de juros afetou diretamente o resultado. Como as aplicações das seguradoras na sua maioria são conservadoras (renda fixa) é natural que esse resultado caísse. As aplicações na sua maioria são de Renda Fixa pois o risco das seguradoras não podem estar no mercado financeiro, já que o RISCO é o negócio delas, já faz parte do resultado operacional.
Para tentar melhorar a situação, duas opções:
- as seguradoras podem começar a fazer investimentos mais arriscados, em fundos alavancados, imobiliários, ações, etc...
- as seguradoras devem tentar melhorar o resultado operacional, oferecendo produtos mais modernos e reduzindo custos.
Também vi que a Porto Seguro decidiu recomprar as suas ações, pois já acumulam uma perda de 16% ! Acho que essa não é uma boa notícia para quem comprou ações da Sul América, que fez seu IPO recentemente.
Mas o pior e que a lucratividade não acompanhou o crescimento do faturamento. Isso pode ser facilmente explicado pela queda na taxa de juros; como o lucro das seguradoras depende muito do resultado financeiro dos recursos aplicados a queda de juros afetou diretamente o resultado. Como as aplicações das seguradoras na sua maioria são conservadoras (renda fixa) é natural que esse resultado caísse. As aplicações na sua maioria são de Renda Fixa pois o risco das seguradoras não podem estar no mercado financeiro, já que o RISCO é o negócio delas, já faz parte do resultado operacional.
Para tentar melhorar a situação, duas opções:
- as seguradoras podem começar a fazer investimentos mais arriscados, em fundos alavancados, imobiliários, ações, etc...
- as seguradoras devem tentar melhorar o resultado operacional, oferecendo produtos mais modernos e reduzindo custos.
Também vi que a Porto Seguro decidiu recomprar as suas ações, pois já acumulam uma perda de 16% ! Acho que essa não é uma boa notícia para quem comprou ações da Sul América, que fez seu IPO recentemente.
13 de fevereiro de 2008
Qual a função de um gerente de riscos ?
Em linhas gerais a principal função de um gerente de riscos é identificar e avaliar os riscos de uma empresa Depois de identificar o geente de riscos pode tomar 5 providências no tratamento deste: Eliminar, Prevenir, Reduzir, Absorver, Transferir.
Para que fique mais fácil de ser explicado, vamos exemplificar no caso de um automóvel. Você tem um carro no valor de 20 mil reais. Qual o risco ? Batida, roubo, furto, alagamento, quebra do para brisa, responsabilidade civil... Como seriam as 5 providências para tratar esse risco ?
Eliminar: Bastaria vender o carro e com o dinheiro da venda do carro andar de transporte público (ônibus, metro) e táxi. E quando não pudesse ser uma dessas alternativas restaria a opção de alugar um carro (por exemplo, numa viagem de final de semana).
Prevenir: Instalação de dispositivos anti furto, rastreadores, travas, gravação do chassi em pontos estratégicos do carro.
Reduzir: Usar estacionamentos, evitar circular com o carro em locais de alto índice de roubo e colisões. Em último caso poderia ser pensada a troca por um veículo menos visado, por exemplo, trocar uma VW Parati por um Ford Fiesta.
Absorver: Fazer uma poupança mensal de X reais por mês e caso aconteça algum sinistro, esse dinheiro seria usado para pagar o prejuízo (ou parte dele). De qualquer maneira com a existência da franquia nos seguros de automóvel, parte do risco sempre é absorvida.
Transferir: Transferir o risco significa fazer o seguro de seu automóvel – quanto menor a franquia, maior a transferência do risco. Pode ser feito uma contratação a 110% do valor da Tabela FIPE e mesmo cláusula de Despesas Extras para um valor maior no caso de uma eventual perda total.
Ou seja, o seguro é apenas uma das pontas da atividade gerência de riscos.
Maiores informações no site da ABGR – www.abgr.com.br
Para que fique mais fácil de ser explicado, vamos exemplificar no caso de um automóvel. Você tem um carro no valor de 20 mil reais. Qual o risco ? Batida, roubo, furto, alagamento, quebra do para brisa, responsabilidade civil... Como seriam as 5 providências para tratar esse risco ?
Eliminar: Bastaria vender o carro e com o dinheiro da venda do carro andar de transporte público (ônibus, metro) e táxi. E quando não pudesse ser uma dessas alternativas restaria a opção de alugar um carro (por exemplo, numa viagem de final de semana).
Prevenir: Instalação de dispositivos anti furto, rastreadores, travas, gravação do chassi em pontos estratégicos do carro.
Reduzir: Usar estacionamentos, evitar circular com o carro em locais de alto índice de roubo e colisões. Em último caso poderia ser pensada a troca por um veículo menos visado, por exemplo, trocar uma VW Parati por um Ford Fiesta.
Absorver: Fazer uma poupança mensal de X reais por mês e caso aconteça algum sinistro, esse dinheiro seria usado para pagar o prejuízo (ou parte dele). De qualquer maneira com a existência da franquia nos seguros de automóvel, parte do risco sempre é absorvida.
Transferir: Transferir o risco significa fazer o seguro de seu automóvel – quanto menor a franquia, maior a transferência do risco. Pode ser feito uma contratação a 110% do valor da Tabela FIPE e mesmo cláusula de Despesas Extras para um valor maior no caso de uma eventual perda total.
Ou seja, o seguro é apenas uma das pontas da atividade gerência de riscos.
Maiores informações no site da ABGR – www.abgr.com.br
12 de fevereiro de 2008
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